Art nouveau: técnicas de esmaltação

Active Image Os materiais usados na joalheria Art Nouveau foram os mais variados: osso de animais, cobre, casco de tartaruga, marfim, vidro, madrepérola, prata e ouro. E a gemas preferidas eram a pérola, a ametista, a pedra da lua, a opala, a água-marinha, o peridoto, o jade e o crisoberilo.

E antigas técnicas de esmaltação foram bastante utilizadas por designers e ourives para decorar jóias em estilo Art Nouveau. O escopo e a variedade das técnicas produziram múltiplos e maravilhosos efeitos na decoração das jóias produzidas pelos seguidores deste estilo artístico, que buscavam inspiração em plantas e flores exóticas, em répteis e insetos e em figuras femininas. Todas as forças da natureza podiam ser capturadas em linhas sinuosas e assimétricas.

O esmalte é uma mistura vítrea de sílica, quartzo, bórax, feldspato e chumbo com óxidos metálicos que são adicionados à mistura para produzir a cor desejada. A mistura é reduzida a um pó fino e faz-se necessária uma temperatura em torno de 927 º C para o pó passar para o estado líquido.

As técnicas de esmaltação mais utilizadas na joalheria Art Nouveau foram:

Cloisonné: Um desenho é feito na peça e o seu traço recoberto com um fino fio de ouro. Em cada célula (cloison) formada pelo traçado do desenho é adicionada a mistura em pó e então aquecida até o ponto de fusão. O polimento é a etapa final da esmaltação;

Champlevé: Técnica de esmaltação na qual os desenhos são recortados do metal. As áreas (células) ocas são preenchidas com os esmaltes (em estado líquido) com cada cor sendo adicionada por sua vez. É necessário o polimento para que as áreas fiquem todas no mesmo nível;

Basse-taille: Nesta técnica, os desenhos são recortados ou gravados no metal. Porém, em vez de se preencher somente as depressões formadas, aplica-se esmalte líquido de tessitura transparente em toda a superfície. As cores variam de acordo com a profundidade do desenho recortado ou gravado;

Plic-a-jour: Foi a técnica de esmaltação mais utilizada pelos designers durante o Art Nouveau. Para esta técnica, o aquecimento da mistura dá-se somente até um grau pastoso, já que será adicionada a células ocas (sem fundo de metal), recortadas do metal. O esmalte é suportado por uma rede de finos fios de metal. Delicada, esta técnica proporciona um efeito vitrificado e translúcido, já que a luz passa através do esmalte; e

Taille d’epergne: Depois de um desenho ser recortado ou gravado no metal, os sulcos ou recortes são preenchidos com a mistura em pó. A peça é então aquecida para o esmalte preencher as depressões e depois polida

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